VI. "Mistérios Gloriosos" na vida do Fundador

A. Inauguração Parcial

No dia 08 de dezembro de 1952, passados três anos de trabalhos, foi inaugurada a primeira parte do edifício em construção: estava pronta a cozinha, o refeitório, um dos dormitórios, algumas salas de aula, quartos para Padres, enfermaria e outras dependências.

Faltava ainda mais de metade para conclusão do edifício, mas a Casa Rosa já se distinguia entre a mata de Correas como um diamante raro engastado na montanha, com acomodações suficientes para acomodar 60 alunos, que já não tinham espaço na casa doada por Dona Lavínia.

A inauguração foi surpreendentemente memorável. Compareceram os mais ilustres convidados dando-o as dimensões de alegria no coração do Bispo:

O Sr. Governador do Estado Ernani do Amaral Peixoto; Sr. Ministro da Educação Dr. Ernesto Simão Filho; o Sr. Prefeito de Petrópolis Cordolino José Ambrósio; o Sr Presidente da Câmara Municipal Dr. Hélio Bittencourt; o Ex-presidente da República Marechal Eurico Gaspar Dutra; o Juiz substituto Dr. Renato Lacerda; o Promotor Dr. Serpa de Carvalho, e muitas outras pessoas notáveis do Clero e de benfeitores. Nem faltou ao Sr. Bispo a alegria de ver entre o povo os seus venerandos e afortunados pais: Desembargador Cândido da Cunha Cintra e Sra. Antonieta da Cunha Cintra.

Constituía a Festa de sessão litero-musical e de parte religiosa. Começou às 15h e terminou às 18h. Monsenhor Gentil fez o discurso de abertura, começando por citar um trecho da Carta Pastoral de Dom Manoel de saudação aos seus diocesanos:

“Fiéis às normas traçadas pela Santa Sé, pretendemos, caríssimos cooperadores e diletos filhos, movimentar todas as forças vivas de nossa querida Diocese em prol desta grande causa, a causa das vocações. Queremos e esperamos confiantemente se realizem estes dois anseios de nossa alma: – despertar copiosas e santas vocações e dar-lhes na Diocese de Petrópolis um Seminário próprio, onde elas se recolham e floresçam. Certo de que haveis de ser diligentes e dedicados auxiliares nossos neste empreendimento, vamos para o vosso pastoreio levando todas as bênçãos de nossas mãos e todo o afeto de nosso coração”.

Monsenhor Gentil continuou recordando sua própria afirmação feita em discurso da abertura do Seminário, no dia 25 de março de 1949, “a grei petropolitana ouviria o apelo emocionado de seu Pastor”. Não me enganei, prosseguiu o orador, este apelo repercutiu profundamente esclarecendo inteligências, acariciando corações, movimentando vontades para a grande campanha que visava a construção deste magnífico edifício.

Para terminar o discurso, Monsenhor Gentil lembrou o lema do Bispo de Petrópolis:

“In Bonitate et Veritate”... e finalizou “a luminosidade do Bem e da Verdade ensinará às gerações de seminaristas que passarem por esta Casa a alta missão do sacerdócio católico: Sal terrae et Lux mundi – Sal da Terra e Luz do Mundo!”.

A seguir, o Coral Feminino “São Pedro de Alcântara” apresentou-se com variado e suave repertório; formado por senhoras e senhoritas uniformizadas, o coral regido por Maria de Lourdes Tornaghi apresentou: Recordare, de Tescari; Cantiga de Nossa Senhora, de Hekel Tavares; e Cor Jesus, de Bottigliero.

Seguiu-se o discurso do Sr. Ministro da Educação Dr. Simões Filho, que foi interrompido várias vezes pelas palmas de entusiasmo dos ouvintes. Acadêmico e religioso, o discurso do Ministro teve um trecho lapidar:

“mudam-se os métodos ou as técnicas de educar, mas subsiste o caráter permanente da verdadeira educação de que a Igreja tem o segredo, porque não se restringe a transmitir conhecimentos e criar habilidades, mas visa a formar o ser humano dentro de um sistema de valores e objetivos condicionados pelos fins materiais sobrenaturais”.

Ao final do discurso, o Dr. Simões Filho dirigiu-se especialmente aos seminaristas:

“Assim, da profundidade dos sentimentos com que vos falo, estudantes católicos de hoje, futuros sacerdotes, ao se inaugurar vossa nova casa de estudo, meditação e prece, podeis inferir a importância que atribuímos à vossa tarefa. Esta realização testemunha a vitalidade da Igreja no Brasil, a disposição de continuar a cumprir o magistério que assumiu desde o nascer da Pátria”.

Apresentou a seguir o coral dos pequenos cantores conhecido como “Canarinhos de Petrópolis”, dirigido por Frei Leto Bienias, OFM. Muito aplaudido o coral com vozes suaves cantou:

Ave do Mar Estrela, de Carlos Gomes; Dão-dem-dão, de Lucília Vila Lobos; Concerto das Rãs, de Carl Maria von Weber; e a Caça, de autor desconhecido.

Ao encerrar a sessão falou o Sr. Bispo Diocesano: agradeceu aos colaboradores e disse de seu entusiasmo em prosseguir para terminar a construção do Seminário. Declarou sua ilimitada confiança na proteção de Nossa Senhora. Eis um trecho do discurso:

“Jubilosos os agradecimentos nos transbordam do coração no momento histórico dessa festa. O Seminário, o mais acariciado sonho da Diocese é esta realidade esplendida que vemos! Inesperado ergue-se rápido, como por encanto na esplanada firme da colina de Correas; quase à semelhança do que acontece nas lendas das crianças onde as fadas fazem numa noite germinar a árvore da floresta, nascer e voar a avesinha do firmamento, aparecer e brilhar a estrela no céu.

Assim o Seminário num rápido período de poucos meses levantou-se e se projetou no panorama de Petrópolis... Com evidente surpresa de todos!

Quem houve que não se surpreendesse?

A todos nos deixou atônitos: a vós e a mim. E estai certos, caríssimos diocesanos, que muito mais a mim do que a vós. O Pastor da Diocese, ele mais do que ninguém sentiu-se admirado e verificou agradecido o milagre do Seminário, este milagre que é o Milagre de Nossa Senhora do Amor Divino”.

... “E a solenidade dessa festa se vai encerrar com a coroação de uma imagem; a belíssima imagem de Nossa Senhora do Amor Divino, Padroeira do Seminário. Pensam cingir com a preciosa coroa de prata, ouro e pedras preciosas, não apenas a imagem mas ainda a fronte augustíssima da mesma Mãe de Deus, significando com essa Cerimônia a vassalagem perpétua do Seminário ao serviço e ao amor desta Mãe dulcíssima”.

Dom Manoel benzeu a imagem e a coroa, coroou Nossa Senhora e recitou um especial ato de Consagração à Mãe de Deus que vai aqui transcrito:

– “Ó Maria, Virgem poderosa e Mãe clementíssima lembrai-vos deste Seminário que de todos vos pertence.

Voltei sobre ele, nesta hora memorável um olhar de enternecida complacência. Inclinai sobre nós o vosso coração e derramai sobre nossa fronte o orvalho celeste de vossas bênçãos maternais.

De nosso íntimo bradamos a Vós, Ó Senhora do Amor Divino, renovando de maneira absoluta e irrevogável a eleição que de vós fizemos para nossa excelsa Padroeira. Repousem serenamente em vosso castíssimo regaço todos os nossos anseios, todos os nossos anelos e todas as nossas esperanças! Foi ao calor de nossas bênçãos e sob o signo visível de vossa proteção que surgiu no alto dessa colina a esplêndida realidade do novo Seminário. Mas perto do Céu, mais junto a Vós, queremos viver perenemente sob o manto feliz de Vossas Graças.

Senhora do Amor Divino, titular e protetora desta Casa rorejai largamente vossas bênçãos sobre esta sementeira onde se cultivam as vocações da Diocese de Petrópolis. Ficai sempre conosco. Afervorai-nos, iluminai-nos, santificai-nos.

E como testemunho de nossa vassalagem de amor, queremos nesta hora solene cingir a fronte de vossa bela e sorridente imagem com esta coroa entretecida mais do coração de vossos filhos do que de ouro e pedras preciosas.

Glória a Deus Pai de quem sois, ó Imaculada, a Filha Primogênita! Glória a Deus Filho, de quem sois, ó Virgem, a Mãe estremecida! Glória a Deus Espírito Santo de quem sois, ó Senhora do Amor divino, a Esposa escolhida! Amém”.

A imagem estava colocada, para essa cerimônia, na galeria superior do edifício cuja primeira parte se inaugurava. Ali os “Canarinhos” entoavam os hinos Pontifício e Nacional. Durante a coroação, a Banda Comercial de Petrópolis, que já havia executado diversos números, tocou ainda o Hino Nacional.

Por último Dom Manoel abençoou as dependências que seriam ocupadas pelos seminaristas em 1953.

B. Inauguração Definitiva

No dia 16 de junho de 1956, o Sr. Bispo Diocesano de Petrópolis divulgou Carta Circular aos seus diocesanos e a todos os colaboradores aos quais comunicava:

“Esta concluído o Seminário Diocesano... Bendito seja Deus! É a primeira exclamação que brota no íntimo d’alma ao vos anunciar a inauguração de todo o edifício do Seminário no próximo dia 15 de agosto, festa da Assunção de Maria Santíssima aos Céus. Quantas e quão profusas graças devemos render à bondade divina pela realização desta obra fundamental da Diocese”.

A referida carta de Dom Manoel dizia ainda:

“O Seminário, Casa de Nossa Senhora do Amor Divino, naquela moldura soberba e gigantesca das montanhas de Correas, passou a lembrar-nos uma como que pequena Jerusalem celeste, onde mora a Imaculada e a repetir-nos a expressão do Salmista: – Teve o seu início nas alturas – Fundamenta ejus in montibus sanctis”.

Chegou afinal o tão esperado dia 15 de agosto:

Às 15 horas toda a Diocese vibrava de entusiasmo. Correas teve movimento nunca visto: gente dos mais afastados recantos, dos mais longínquos limites do município de Três Rios aos extremos do município de Três Rios aos extremos do município de Magé, de Duque de Caxias e de São João de Meriti...

À entrada da antiga e abençoada Granja São Luís, pela rampa acima até o vestíbulo do novo edifício, balançavam festivas no ar as bandeiras do Brasil e do Vaticano.

O céu azul firme, enfeitado de nuvenzinhas brancas rarefeitas, o ar diáfano da serra, a temperatura agradável, a sensação das alturas, a presença ali tão perto do pico do Alcobaça, que os antigos denominavam Belmonte e que no momento faziam lembrar os versos de Olavo Bilac nos quais o poeta chama a montanha de “sacerdotiza em prece” que reza “sobre os desertos e as areias”... “última a receber o adeus do dia, primeira a ter a bênção das estrelas”; era tudo lindo e fazia dilatar-se de alegria o coração de quem chegasse para a festa.

Dom Manoel Pedro da Cunha Cintra, Bispo Diocesano; Mons. Francisco Gentil Costa, Vigário Geral; Padre José Fernandes Veloso, Reitor do Seminário; Mons. Luís Geraldo Amaral Melo, Diretor Espiritual, todos felizes recebiam os convidados mais ilustres, enquanto a multidão de colaboradores das OVS ocupava todo o espaço à frente e ao redor do edifício.

No pátio externo, a Banda de Música do 1º B. C. de Petrópolis executava, garbosamente, números escolhidos. Padre Gilberto Ferreira de Souza, que foi o primeiro Reitor do Seminário e que o viu nascer, veio de Niterói; conhecedor da história da Casa, ocupou o microfone do serviço de alto-falantes ali instalados e manteve a atenção do povo, discorrendo sobre o que representa o Seminário para a Diocese. Os venerandos pais do Sr. Bispo vieram de São Paulo compartilhar das alegrias do filho apóstolo do Senhor.

Eclesiásticos, autoridades Civis e militares, pessoas gradas, senhoras e senhores da sociedade petropolitana compareceram jubilosos:

Monsenhor Ferrofino, representante do Sr. Núncio Apostólico: Monsenhor Uchoa, representante do Sr. Bispo de Niterói; Cônego Ávila, Reitor do Seminário do Rio; Monsenhor Luís Gonzaga, Reitor do Seminário de São Roque (SP); Padre Jair do Val, Reitor do Seminário de Aparecida (SP); Padres Professores do Seminário Diocesano; Padres Religiosos de todas as ordens existentes em Petrópolis; Padres Diocesano de Petrópolis, do Rio e de São Paulo; Religiosas das mais diversas Congregações.

Entre Autoridades destacou-se a presença do Dr. Rubens Falcão, Secretário de Educação e representante do Sr. Governador do Estado do Rio de Janeiro; Dr. Mário Pinheiro, Vice-Prefeito de Petrópolis e Representante do Sr. Prefeito; Dr. Orlando Carlos da Silva e Dr. Renato Lacerda, Juizes de Direito da Comarca; Cel. Manoel Mendes Pereira, Comandante do 1º B. C.; Príncipe Dom Pedro Gastão e Princesa Dona Esperanza; Brigadeiro Eduardo Gomes; Dr. Guilherme Guinle; Deputado Jaime Justo; Dr. Arthur de Sá Earp Netto, Reitor das Faculdades Católicas de Petrópolis; Desembargador Aloíso Maria Teixeira, Diretor da Faculdade Católica de Direito e Dr. Paulo Bretz, Delegado de Petrópolis.

Entre muitas senhoras e senhoritas da alta sociedade estava a Exma. Sra. do Governador Miguel Couto Filho, Senhoras Patronesses e Legionárias, que tanto se empenharam pela construção do Seminário.

À hora marcada – 15 horas – acompanhado de seu secretário Cônego Bessa, chegou o Exmo. Sr. Cardeal Dom Jaime de Barros Câmara, Arcebispo do Rio de Janeiro, a quem caberia dar a benção litúrgica ao edifício; foi ele quem benzeu a “Pedra Fundamental” do Seminário, e agora dava a Petrópolis a alegria de voltar a Correas para a benção de todo edifício e para cantar com toda a Diocese o “Te Deum”, na capela.

Dando início às cerimônias da inauguração, na sessão lítero-musical, cuja mesa da presidência fôra armada na galeria externa do prédio, discursou o Sr. Bispo Diocesano Dom Manoel frisou em todo o seu discurso que se inaugurava uma obra da Divina Providência, e que diante de Deus, mais vale o silêncio da prece que os discursos.

Se falava na ocasião, prosseguiu, era para orar com todos os presentes rendendo graças ao Senhor, E o Sr. Bispo mais uma vez, agradeceu efusivamente a todos os benfeitores do Seminário.

A seguir foi dada a palavra ao Sr. Secretário de Educação Dr. Rubens Falcão, que em breves palavras congratulou-se com a Diocese, especialmente com o senhor Bispo, pela inauguração do Seminário, casa de cultura e de formação sacerdotal.

Terminados os aplausos ao orador, Monsenhor Gentil leu ao microfone com maior entusiasmo, o paternal telegrama que o Santo Padre Pio XII enviou ao Sr. Bispo congratulando-se com ele e dando a dom Manoel e a todos os seus Diocesanos a Benção Apostólica. Nesse momento, o coro dos seminaristas de Petrópolis entoou a “Ave Maria”.

Pouco antes das 17 horas, o Sr. Cardeal Câmara dirigiu-se para a capela que iria benzer; simultaneamente, quatro sacerdotes dariam a benção a todo o edifício; foram eles: Monsenhor Galdino, Pároco da Catedral; Cônego Fabiano, O Prdem, Confessor dos seminaristas; Frei Aniceto, OFM, Pároco do Sagrado Coração de Jesus; Padre Luiz Monteiro, Pároco de Cascatinha.

Terminada a benção da capela foi cantado o “Te Deum” por todos os presentes, e finalizando, o coral dos “Canarinhos de Petrópolis”, dirigido por Frei Leto executou o canto de Ação de Graças “Magnificat”.

A multidão de pessoas que ocupou todos os espaços à frente e por todos os lados do edifício foi um espetáculo colorido na festa. Apresentava uma gema de variadas cores, como que num gigantesco caleidoscópio de bizarras combinações surgidas ao acaso. Vestes, bandeiras, insígmas religiosas, hábitos de freiras, uniformes de Filhas de Maria e de Cruzados da Eucaristia e dominando nos ombros do povo, as fitas cor-de-vinho dos sócios da Obra das Vocações.

Particularmente distinguia-se pela singularidade a “corneta branca”, ao tempo ainda em uso pelas Irmãs de Caridade de São Vicente de Paulo; vinte ou trinca “cornetas brancas” desenhavam entre o povo da festa um vergel de lírios e alertavam a todos de que tudo quanto se eleva coroa-se de branco.

Estando todo o Seminário abençoado, todos os presentes, autoridades e povo foram convidados a percorrer em companhia de Dom Manoel as dependências do edifício; circularam alegremente pelas galerias da majestosa Casa de Nossa Senhora do Amor Divino. Para findar a festa foram todos convidados a participar da mesa de doces, salgadinhos e refrigerantes.

Nesses momentos de “mistérios gloriosos” para a vida do Fundador, por ocasião da festa de 15 de agosto, faltou uma alegria, que veio poucos meses depois.

No dia 4 de março de 1957, o Sr. Núncio Apostólico Dom Armando Lombardi visitou o Seminário e almoçou com Dom Manoel, Monsenhor Gentil, Padre José Veloso (Reitor), outros Sacerdotes e todos os Seminaristas. Pouco tempo depois, o Sr. Núncio foi a Roma e lá informou à Sagrada Congregação dos Seminários sobre as proporções e configurações do Seminário Diocesano de Petrópolis.

Então Dom Manoel experimentou mais uma grande alegria; recebeu carta do Cardeal Pizzardo, Prefeito da Sagrada Congregação dos Seminários congratulando-se com o Bispo de Petrópolis e afirmando:

“Uniram-se em bela harmonia as exigências práticas, resultantes de uma sábia e funcional distribuição dos ambientes, à mais estrita observância das normas de arte, surgindo daí um complexo arquitetônico digno da melhor tradição artística no campo da construção eclesiástica”.

C. Jubileu de Fundação

No dia 25 de março de 1999, o Seminário completou 50 anos de fundação.

Dom Manoel já havia completado 92 anos de idade, sua saúde já era precária, e com certeza Deus conservou-lhe a vida até esta data para a celebração festiva que viria a ser sua última alegria na vida terrena.

Amparado por um jovem sacerdote, Dom Manoel paramentou-se para celebrar a Santa Missa de Ação de Graças com o Sr. Bispo Diocesano Dom José Carlos de Lima Vaz.

Concelebraram também na ocasião dois outros bispos:

Dom Alano Maria Pena, Bispo Diocesano de Nova Friburgo e Dom José Fernandes Veloso, antigo Reitor e Bispo Emérito de Petrópolis desde 1996.

Logo que todos estavam paramentados, alguém teve a iniciativa de paramentá-los, e esta foi a última fotografia de Dom Manoel:

Entre seus amigos bispos, ele nos deixou a impressão de santa alegria, num belo sorriso de despedida. Concelebraram também muitos sacerdotes, da Diocese de Petrópolis e de outras dioceses, sacerdotes amigos do Seminário e que haviam estudado em Correas.

O programa festivo de celebração dos 50 anos da Casa de Nossa Senhora do Amor Divino foi preparado para a parte da manhã de 25 de março: nesta ordem:

Missa Solene de Ação de Graças; apresentação de vídeo recordando a história da Casa (nesse pequeno filme aparece Dom Manoel rezando diante da imagem do Amor Divino na igreja Matriz de Correas, onde está a primitiva imagem da devoção local, aí Dom Manoel recorda e conta a sua primeira visita a Nossa Senhora, para pedir-lhe que o ajudasse a cumprir a ordem do Papa - construir o Seminário).

A seguir foram inauguradas duas placas comemorativas:

Uma oferecida pelo Serra Clube (em letras douradas), outra pela Associação dos Antigos Alunos: serão, para sempre, mudas testemunhas das festividades jubilares.

A seguir foi servido o almoço festivo para os convidados, e assim foi encerrada a parte da celebração que teve convidados especiais, porque sendo a capela pequena para grandes festas, o convite foi dirigido apenas para o Clero, e aos fiéis mais familiarizados com o Seminário, parentes dos sacerdotes e dos seminaristas, sócios do Serra Clube e Associação dos Antigos Alunos: serão, para sempre, mudas testemunhas das festividades jubilares.

A seguir foi servido o almoço festivo para os convidados, e assim foi encerrada a parte da celebração que teve convidados especiais, porque sendo a capela pequena para grandes festas, o convite foi dirigido apenas para o Clero, e aos fiéis mais familiarizados com o Seminário, parentes dos sacerdotes e dos seminaristas, sócios do Serra Clube e Associação dos Antigos Alunos.

A festa com a grande participação do povo ficou para o dia 2 de maio de 1999:

Missa celebrada ao ar livre, às 15 h. por Dom José Carlos, concelebrada por Dom José Veloso, Padre Paulo Francisco Machado, Reitor do Seminário e vários outros sacerdotes.

O coral dos “Canarinhos” prestou sua colaboração; participou também um grupo de cantores jovens, com excelente serviço de som. Grande número de pessoas compareceu à brilhante comemoração.

Dom Manoel já havia falecido, a 30 de março, cinco dias depois de haver celebrado sua última Missa. Assim como ocorreu no dia 15 de agosto de 1956, no dia 2 de maio de 1999, logo após a Missa abriram-se as propostas do Seminário e a todos os convidados foi servido o lanche.

Em meio a alegria estampada na face de todos os verdadeiros amigos do Seminário, nas festas jubilares, a todos parecia ecoar suavemente pelas galerias a frase predileta de Dom Manoel:

“O Seminário é um Prodígio de Nossa Senhora!”. Essa frase repetida com freqüência pelo Fundador do Seminário, essas palavras de carinho e agradecimento à Mãe de Céu ficram como testamento espiritual de louvor à Nossa Senhora do Amor Divino.